sábado, 4 de junho de 2016








"Nem todo mundo que trabalha com Medicina é bonzinho

..de voz mansa

..espírito elevado..

Medicina não te ensina a aceitar tudo

Não há cura sem resolução interna

Não há cura sem questionamentos

Não há cura sem mexer fundo nos relacionamentos..

Medicina não te torna calmo.. te deixa muito puto..

sozinho..

irremediavelmente insano..

mal resolvido..

e com a cabeça em frangalhos!!

Porque Medicina é o despertar da consciência

Muitas vezes o processo de cura traz o caos..

..e da fúria desse caos, vêm a renovação"






..mas estes manequins para prática de estudos são MUITO simplesmente DO CARALHO!!!!




 




















quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Você já ouviu esse conselho?


"Faça o que você ama que o dinheiro vem atrás"


Eu pergunto isso porque apesar de ser um conselho que pode funcionar, ele é um pouco ingênuo, e se não for explicado direitinho, vai acabar mais prejudicando do que ajudando.


Uma prova disso é a quantidade de pessoas que já ouviram esse conselho, o consideram verdade absoluta e estão até hoje tentando achar este tal trabalho mágico que a gente ama fazer e dá dinheiro pra caralho.


“Eu tenho que fazer o que eu amo e o dinheiro vem atrás”.


Tá bom..


O problema é que para muitas pessoas isso simplesmente não está funcionando. Acabamos com uma legião de pessoas que ainda não encontraram esse trabalho, mas que continua a repetir esse mantra:


“Eu tenho que fazer o que eu amo e o dinheiro vem atrás”


Muitas vezes, a pessoa que deu esse conselho, não mostra exatamente como achou o trabalho que ama fazer. Não é bem assim. Não é fácil. Não sei se você está nessa posição, ou não, mas é a maldição de muitas pessoas: a busca excruciante por algo do qual se ama fazer e dê muito dinheiro. 


Para tentar ajudar nisso, o que eu recomendaria é primeiro: não estou dizendo para você não fazer o que você ama!!


Se existe algo que você realmente ama fazer e faria de graça, ótimo! Tente transformar isso em um negócio, porque com certeza vai aumentar muito as suas chances de sucesso.


Principalmente no início, quando existem muitos obstáculos, isso vai te ajudar a passar por eles, porque você simplesmente gosta daquilo. Então, se existe algo que você goste de fazer, faça isso e tente transformar isso em um negócio. Se você não tem algo ainda que você saiba claramente que ama fazer e vê uma oportunidade de negócio nisso, eu acho melhor que você tente começar algo, porque isso lhe dará dicas do que você deveria fazer.


Sou Médico Veterinário, e quando comecei a faculdade, tinha na cabeça a idéia fixa de que iria clinicar pelo resto da vida, eu achei que o encanto pela prática hospitalar diária jamais me abandonaria. A medida que eu ia me envolvendo, esse encanto ia aumentando, mas com os feedbacks do mundo real, eu fui me sentindo cada vez mais confortável no silêncio e no escurinho das salas de diagnóstico por imagem..


Confesso que há uns 10 anos atrás, eu nunca me imaginaria desvendando os 50 mil tons de cinza e transcrevendo isso em laudos. Eu não tinha a mínima ideia de como a vida de clínico pode ser exaustiva e desanimadora. As vezes me imagino como eu estaria hoje, se não tivesse proposto a mim mesmo uma mudança de vida.


Não saí da Veterinária (ainda).. não larguei tudo pra vender coxinha ou abrir meu bar.. mas acredito que vc consiga entender a extensão do raciocínio que eu estou desenvolvendo aqui..


O importante é fazer algo. Caso você ache algo que tem potencial, ou se exista algo que você goste mas não tem certeza se aquilo poderia ser um bom negócio, eu recomendo que você tente encaixar nos três círculos de convergência.


Para identificar se um negócio pode ser uma boa oportunidade para você, você pode compará-lo com três círculos, cada um com uma função:


O primeiro círculo é para as coisas que você realmente gosta de fazer, o círculo da "paixão".


As coisas que você gosta de fazer ajudam – e muito – na hora de criar um negócio, por causa da vontade e energia que você vai colocar nisso.


O segundo círculo é o da "habilidade".


Você pode gostar muito de uma coisa, mas isso não significa necessariamente que você é bom nela. Muitas pessoas gostam de palpitar sobre filmes, música ou política, mas isso não significa que elas sejam boas nisso.


O terceiro, e mais importante, é o círculo da "demanda".


Isso é o que você gosta de fazer, e isso é nisso que você é bom, mas existe demanda no mercado? 
Existem pessoas que querem saber mais sobre o que está falando?? E principalmente: Existem pessoas que querem pagar pelo conhecimento que você dispõe ou por algum serviço que você realiza??


Se não existe, bem, então você encontrará muita dificuldade em criar um negócio rentável com o que tem para oferecer.


Nesses três círculos, somente o terceiro é obrigatório para se criar um negócio. Se você quiser fazer algo por hobby, não tem problema. Eu gosto de desenhar, cozinhar, tocar bateria, escrever e dar um monte de palpite sobre filmes, seriados, música e sobre a vida das pessoas, gosto até de lavar louça, mas o faço por simples hobby.


Acho que sou até razoável nestas atividades (em algumas mais que outras), mas AINDA não existe uma demanda satisfatória para meus hobbies no mercado atual.


Não adianta você gostar muito do que faz, não adianta você ser muito bom naquilo, se não houverem pessoas dispostas a pagar pelo seu conteúdo e pelo o que você pode agregar de valor à vida delas.


Eis a dica:


Cuidado com o conselho de “Faça o que você ama”.


Às vezes as pessoas ficam procurando por tanto tempo por "aquilo que amam" , que nem sabem mais o que amam de verdade..


Muitas vezes ficam tão entretidas nesta busca, que se tivessem começado algo - qualquer coisa - em primeiro lugar, aquilo já teria se desenvolvido, mudado de figura, passado por ajustes e adaptações da maneira que só a prática rotineira é capaz de fazer, e a pessoa passasse a realmente amar o que está fazendo, da maneira que está fazendo.


Quando começamos algo novo, quando saímos do lugar comum e da chamada "zona de conforto", apenas por ser diferente do que estamos acostumados, a primeira reação da cabeça da gente, é achar que não gosta, e nosso instinto ancestral apenas diz para irmos embora. Mas conforme vamos desenvolvendo habilidades, ajustando e se adaptando, vamos nos apaixonando cada vez mais!! 


Acredite..


Desafie o senso comum


..e se permita uma mudança!!


Era isso amiguinhos..

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

..poeira

Um dia a gente vai olhar pra trás e vai ver só poeira..

Não vai ter mais nada que queira guardar, nada pra levar com a gente, nada pra contar história..

Não vai ter mais mesa nem cama, Não vai ter mais teto ou chão pra pisar, nem parede pra se escorar, nem armário pra se esconder..

E nesse dia vai chover, porque sempre chove em dias como esse.

No começo vai chover forte, tempestade. Vai arrancar tudo da terra, levantar a sujeira e vai misturar tudo que há de bom e de ruim.

Vai arder os olhos, amargar a língua e secar a boca. Passando o limite de tudo que é suportável. Depois vai diminuindo a força dos ventos, a água vai caindo mais fina, a sujeira vai escoando.

O que é bom fica manchado., mas fica. Alguma coisa de ruim também, porque nada na vida é 100% porra nenhuma.

Surge então a raiva. A vaidade e orgulho se tornam mais presentes..

Só que neste dia estaremos sozinhos.. Não vai ter pra quem correr nem por quem pedir. Não vai ter mãe, irmão, pai, gato, macaco, cachorro, calopsita ou amiguinho da vida toda. Vai ser só a gente e mais ninguém. E é nessa hora que vamos pensar porque chegamos nesse momento, o que nos levou até ali..

Vamos assistir a tempestade destelhar as suposições, jogar terra na boca dos que falam demais, cegar os que tem certeza sobre tudo.

O desespero cospe na nossa cara e a esperança ri das nossas súplicas.

Nesse dia não vai ter ninguém pra dividir o porre. Não tem plano B, nem hora H. Vamos ser nós e somente nós..

Nesse dia eu estarei sentado na varanda da minha vida, olhando quem passa, mandando entrar quem eu quero que fique. Nesse dia eu vou pensar numa música bonita e vou cantar ela pra mim..

Vou fazer comida e comer sozinho, e pedir minha própria ajuda pra fazer faxina. Vou me convidar para aquela viagem que estou há tempos adiando. E eu sei que eu não vou recusar., porque eu gosto de comida, gosto de fazer faxina, gosto de viajar e gosto de mim também, apesar de me maltratar as vezes.. Mas qual o amor que não machuca?

Eu me bato, mas também me afago. Me dispo, me visto, me limpo, me sujo. Faço café, cheiro veneno. Me amo como ninguém nunca me amou, como nunca me amarão..

Vou lamentar não terem notado minha presença e ignorado meus chamados. Vou chorar, vou gritar, vou praguejar, mas eu vou estar ali comigo, segurando minha mão e dizendo "Logo passa..."

Vou me abraçar, vou dizer pra mim mesmo "Obrigado por não desistir de mim!!"

Minha história de amor começou assim, olhando pra trás e não vendo nada

..só poeira






sexta-feira, 30 de maio de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Faça a revolução lá fora. Mas só depois de mudar as coisas aí dentro

Amanhã você vai sair — ou voltar — às ruas e fazer a revolução.
Sem medo, sem máscara, vai dizer “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” a todos os conhecidos e desconhecidos que passarem por você. No elevador, no estacionamento, no ônibus, na fila da padaria. E se ninguém responder, não importa. Você vai manifestar um sorriso largo como uma avenida e seguir em frente.
Porque é para frente que se anda.
No trânsito, vai dar passagem a todos os outros carros assim que vir uma seta piscar, indiferente às buzinas nervosas de quem vier atrás. E quando alguém fizer a mesma gentileza por você, não vai esquecer de acenar em puro e simples agradecimento.
Ao ligar o ônibus coletivo com o qual circula pela cidade todos os dias, vai se lembrar de que está conduzindo pessoas e não caixas de verdura. E de que os milhares de veículos lá fora não são seus adversários em uma corrida para lugar nenhum.
Vai começar todo e qualquer pedido com “por favor” e concluí-lo com “obrigado”.
Quando reunir seu batalhão no quartel, em vez de gritar “ordinário, marche”, vai orientá-lo a ler a Constituição Brasileira e qualquer um dos livros de Carlos Drummond de Andrade. Para que seus soldados percebam, do alto de seus coturnos, o quanto as coisas às vezes não fazem mesmo sentido. E descubram o quanto a autoridade que lhes foi atribuída pode ser usada não para reprimir e subjugar, mas para fazer da vida uma extraordinária marcha para frente.
Porque é para frente que se marcha.
No hospital público em que você, doutor ou doutora, dá plantão de madrugada, vai atender cada paciente com a calma, a seriedade, a competência e o respeito devidos a qualquer ser humano. E vai sentir vergonha de todas as vezes em que se dirigiu a essas pessoas como se você fosse um ser superior vestindo branco e elas não passassem de malditas desvalidas atrás de uma injeção “de graça”.
Nas cerimônias religiosas, vai retribuir a confiança de quem o chama de padre, pastor ou pai de santo não apenas com uma benção, um sermão ou um passe, mas pedindo às pessoas que façam uma oração para aqueles que protestam e para aqueles contra quem se protesta. E que nessa oração, o único pedido seja a compreensão e a clareza, para que todos saibam realmente o que estão fazendo, contra quem, contra o quê e como estão se manifestando.
Nos veículos de comunicação que você dirige, vai determinar a seus repórteres, redatores, editores e afins que se concentrem no factual, que ouçam, analisem e publiquem todas as visões possíveis de cada fato. E que deixem os leitores, ouvintes e telespectadores concluírem como bem entenderem.
Nas escolas e nas faculdades, vai ensinar seus alunos a ver e pensar política de outro modo, para além dos discursos e dos partidos, com profundidade, amplitude e perspectiva. Com inteligência, liberdade e espírito crítico.
Nas redes sociais, antes de curtir e compartilhar qualquer post sobre qualquer assunto, você vai pensar. E vai pensar de novo, até se certificar de que realmente acredita naquilo.
E quando alguém próximo a você esbravejar palavras de ódio e apoio à violência — seja da parte de quem se manifesta depredando, seja do lado de quem defende agredindo — você não vai discutir. Vai respirar fundo, pensar consigo “let it be” e seguir em frente. Porque há vários lados nessa história, mas nenhum deles é “o adversário”. E você está em todos eles.
Você é o mínimo de inteligência que resiste em cada homem e cada mulher que ainda respiram neste mundo, brutalizados e amortecidos pela doença da normalidade que torna tudo banal — as mortes, os estupros, a violência doméstica, a roubalheira nos cargos públicos, o corrupto e o corruptor, o ódio e a maldade.
Amanhã você vai sair às ruas e fazer a revolução. E se ninguém mais aderir, não importa. Você vai manifestar um sorriso largo como uma avenida e seguir em frente.
Porque é para frente que se anda.
E a revolução lá fora só começa depois de uma outra. Aquela que acontece aqui dentro.

Fonte: http://www.revistabula.com/1265-faca-revolucao-la-so-mudar-coisas-ai/